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publicado em:24/06/18 5:49 PM por: Viana Patricio B Neto

A imperiosa necessidade da internacionalização no campo do planejamento urbano e regional, como nas ciências humanas, sociais e sociais aplicadas, requer reflexões sobre as peculiaridades que o distinguem de outros campos científicos nos quais a nitidez é mais evidente, embora não prescinda a constatação de que é uma questão polissêmica. Uma peculiaridade a ser destacada é a de que, no nosso campo, a internacionalização é uma prática e um objeto científico, isto é, o processo de trocas extrapola o âmbito da ciência para o da experiência humana, cerne dos estudos das humanidades. E mais, essas experiências mesclam objetividades, convergências e contradições. Nesse sentido, cabe refletir sobre o que é a internacionalização no nosso campo, como fazer a sua adoção e implementá-la, que objetivos se quer atingir considerando o contexto nacional e internacional, assim como a própria indução da política científica e tecnológica que transformou a internacionalização em meta e métrica a serem alcançadas. Portanto, proceder a uma reflexão crítica e problematizadora supõe contemplar as temáticas, os indicadores de avaliação adotados pelas agências de fomento nacional, a política de indexadores das plataformas nacionais e internacionais, a mediação do fator de impacto, os recursos financeiros para formação no exterior (doutorado pleno, sanduiche e pós-doutorados), a política de mercado editorial mediante a exigência das revistas brasileiras publicarem artigos de autores estrangeiros, o monopólio da língua anglófona, uma política de divulgação científica nacional, a regulamentação sobre propriedade intelectual, dentre outras. Para proceder a essa reflexão crítica e problematizadora, a presente mesa redonda é composta por palestrantes de distintos campos de conhecimento das ciências humanas e sociais. Cada um destes fará exposição na perspectiva do campo ao qual está integrado.





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