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publicado em:28/01/19 1:16 PM por: Viana Patricio B Neto

Resumo da sessão
Quase 20 nos atrás, em 1997, Faranak Miraftab publicou um artigo com o título “A flertar com o inimigo: Desafios enfrentados por ONGs em desenvolvimento e empoderamento” (Habitat International, issue 4), no qual discute os desafios que organizações não-governamentais (ONGs) mexicanas enfrentam como agentes de apoio e fortalecimento a populações pobres naquele país. Ao expandirem sua capacidade de responder aos problemas das populações pobres, as ONGs se viram confrontadas com a questão de reproduzirem os papéis da relação patrão-cliente com as comunidades locais. No seu artigo, a autora examina a redefinição de metas, objetivos e mudanças na relação das ONGs com o Estado e na sua abordagem das necessidades das comunidades desfavorecidas.

O presente evento pretende retomar este debate, mas em relação ao planejamento público e suas (não) respostas ao avanço da neoliberalização e globalização em sociedades capitalistas contemporâneas. Surgiram, nos últimos tempos, diferentes modos e experiências de ações de planejamento para cuja formulação a própria autora deu uma contribuição das mais importantes. E mantém-se o desafio como formas radicais de planejamento e resistência conseguem cumprir suas promessas junto às populações desfavorecidas sem (re)produzir tanto relações paternalistas entre especialistas e clientes, como de ver suas propostas desconfiguradas por lógicas governamentais. As contribuições deste evento serão voltadas para essa (dupla) problemática.

Flirting with the enemy? Challenges faced by radical planning approaches

Almost 20 years ago, in 1997, Faranak Miraftab published an article entitled “Flirting with the Enemy: Challenges Faced by NGOs in Development and Empowerment” (Habitat International, issue 4) in which she discusses the challenges that Mexican nongovernmental organizations (NGOs) faced as agents supporting and strengthening poor populations in that country. By expanding their capacity to respond to the problems of the poor, NGOs were faced with the issue of reproducing a patron-client relationship with local communities. In her article, the author examines the redefinition of goals, objectives and changes in the relationship between NGOs and the State and in addressing the needs of disadvantaged communities.

The present event intends to retake this debate, but in relation to public planning and its (non) responses to the advance of neoliberalization and globalization in contemporary capitalist societies. In recent times, different ways and experiences of planning actions have arisen for which formulation the above cited author herself has made a crucial contribution. And the challenge remains for radical forms of planning and resistance to deliver on their promises to disadvantaged populations without (re)producing both paternalistic relations between experts and clients, and seeing their proposals turned roundabout by government institutions. The contributions of this event will be focused on this (double) question.





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