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publicado em:21/05/18 2:14 PM por: Viana Patricio B Neto

A Zona Norte (ZN), Região Administrativa Norte de Natal, que é separada geograficamente das demais áreas da cidade pelo rio Potengi, abriga uma das ocupações mais antigas de Natal, a Redinha, que, apesar de sua antiguidade, não figura na Planta da cidade do Natal confeccionada em 1958. Essa Zona teve sua ocupação ampliada, a partir dos anos 1970, com a criação do Distrito Industrial de Natal (DIN) e a construção de conjuntos habitacionais promovidos pela Companhia de Habitação (COHAB/RN). Em virtude dessa ocupação por uma população trabalhadora de menor poder aquisitivo, a ZN foi estigmatizada, por muito tempo, como área pobre da cidade, com uma dualidade explicita em relação à Zona Sul – que concentra parcela significativa da população de maior poder aquisitivo, do aparelhamento do Estado e da dinâmica do turismo. Inicialmente, o acesso a essa região dava-se por uma antiga ponte nomeada de Presidente Costa e Silva. A partir dos anos 2000, investimentos públicos e privados proporcionaram a integração da ZN às dinâmicas dos setores produtivos, novas atividades industriais, comerciais e de serviços (clínicas, lojas de vestuários, instituições de ensino, redes de supermercados varejo e atacado), equipamentos e infraestrutura, tais como: Ginásio Nélio Dias, Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), universidades privadas, Partage Norte Shopping e Ponte Newton Navarro (como um novo meio de ligação). Nesta oficina, os participantes serão motivados a refletir sobre as diversas apropriações do espaço, considerando a produção do espaço residencial, as dinâmicas dos circuitos da economia, e o papel do planejamento urbano e regional na indução de dinâmicas de ocupação para o “desenvolvimento”, que se mescla com cenários de desigualdades socioespaciais.

ATIVIDADE REALIZADA NO SÁBADO, DIA 25 DE MAIO DE 2019.

NÚMERO DE VAGAS: 20





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