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publicado em:17/05/18 6:57 AM por: Viana Patricio B Neto

São tempos difíceis. Cada vez mais e com mais frequência, crises agudas refletem os movimentos da economia global. Seriam elas o desígnio da economia financeirizada? No campo da política, tais crises parecem estar relacionadas à ascensão, onde não havia, de governos (ou de governantes) da direita ou mesmo da extrema direita. A economia está constante e cronicamente em crise (ou crises), o que tem significado o aprofundamento das desigualdades. A política está situada na contradição dos opostos, na acirrada disputa dos extremos. Diante de tal polarização, há analistas, inclusive progressistas, que destacam positivamente o potencial papel do “centro” como controlador ou como poder moderador. Isso seria impensável há bem pouco tempo. Porém, mundo afora, em consequência de tantos insucessos dos experimentos de “esquerda”, cresce a influência de regimes democraticamente eleitos, contraditoriamente de extrema direita. Mesmo nesse contexto, com ressalvas e exceções, são inegáveis os avanços no campo dos direitos humanos. Há sempre uma sociedade civil atuante que busca participação, reivindica soluções e apresenta alternativas.

A mesa tem por objetivo discutir, considerando o contexto amplo da economia e das tendências da política, quais são os caminhos para a construção de um mundo mais democrático, mais justo e mais solidário.

De uma coisa já sabemos: RESISTIR é preciso!

CHANGING TIME/TIME OF CHANGE – UTOPIAS 

We live in difficult times. Stringent crises reflect movements in the global economy more often and speedily than ever. Are crises the sure outcome of global financialized economies? In politics, those crises seem to be related to the emergence of right-wing (even extreme right-wing) governments, politicians and parties, where there had been none or where these had had little influence in the past. Everywhere, the global economy is constantly and chronically in crisis (or crises), which means that inequalities have grown considerably. Following suit, politics is now situated in the struggle between extreme (op)positions. Due to this polarization, certain analysts, including progressive ones, have highlighted the potentially positive, moderating role of soft politicians and parties at the center. This claim would have been almost impossible not long ago. Having said that, in many places, due to several unsuccessful experiences by left governments, contradictorily, the influence of democratically elected, extreme right-wing governments grows. However, even in this turbulent context, progress in the human rights field has taken place which means that civil society is always ready to participate, place demands, present alternatives and resist. 

The round table aims at discussing the way forward in building a more democratic, fair and solidary society in the future.





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